O machismo mata

Queriam que eu fosse vegetal

tornei-me leão,

Queriam que eu não rugisse

tornei-me pessoa,

Queriam que eu não existisse

quase desapareci…

E quando olhei no espelho

vi uma mulher,

Ia pedir para ser homem

mas mudei de ideias.

É uma escolha abraçar esta criatura

que vive dentro de nós – a mulher,

E aceitar cada uma das suas particularidades

num Mundo dominado pelos homens e o machismo.

É uma escolha rugir e não se fingir vegetal,

Ter opinião, mesmo que ela nos seja fatal.

Mesmo quando nos agride e mata!

Sim, o machismo mata,

Se não for de uma chapada

mata de caçadeira,

E quando não é com armas,

é com palavras.

Sim, as palavras também matam

só que matam mais devagar,

Enquanto as tentamos ignorar

elas adoecem o Espírito

que pede contas ao corpo

em troca da Esperança

(que nunca chega a tempo)…

Sobrevivi no silêncio do medo

Mas quero dar voz a este falso sossego.

Queriam que eu me calasse

mas eu falei,

Queriam que eu me assustasse

mas eu me afirmei.

Tornei-me Mulher

e não foi sem querer,

Foi com todos os centímetros do meu cérebro. 

Poema de Alexandra Rodrigues

Gosto dos livros, da música e da natureza, paz e harmonia.

Num percurso de descoberta e auto-exploração.

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